Sexta-feira, 16 de Julho de 2010

Tráfico humano no Séc. XXI

«Todo o indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.
Ninguém será mantido em escravatura ou em servidão; a escravatura e o trato dos escravos, sob todas as formas, são proibidos.
Toda a pessoa tem o direito de livremente circular e escolher a sua residência no interior de um Estado.

Toda a pessoa tem o direito de abandonar o país em que se encontra, incluindo o seu, e o direito de regressar ao seu país.»




Quatro jovens escravizados em Espanha. A 550 km de casa. Sem documentos nem dinheiro. Alojados em condições absolutamente precárias. Obrigados a prestar o seu trabalho sem retribuição. Agredidos física e psicologicamente. Escravizados.

Cidadã estrangeira. Em Portugal. Em Espanha. Em qualquer parte do mundo. Sem documentos ou dinheiro. Em permanência ilegal no país. Em risco de repatriamento. Obrigada a prestar favores sexuais. Confinada em espaços definidos. Agredida. Escravizada.

Criança. Raptada. Vendida como mercadoria. Agredida. Abusada. Escravizada.

É profundamente triste que esta situações perdurem nos tempos de hoje, impunes e, sempre, com consequências dramáticas nas vidas das vítimas. A exploração do outro é uma manifestação de imensurável desrespeito pela vida, liberdade e vontade do homem.
Nas estimativas das Nações Unidas, todos os anos, cerca de 2,4 milhões de pessoas são traficadas. E, segundo as autoridades nacionais britânicas, todos os anos, cerca de 200.000 pessoas são vítimas de tráfico humano na Europa, a maioria das quais mulheres e adolescentes, as quais são invariavelmente forçadas a entrar no mundo da prostituição, trabalho forçado ou escravatura.
O tráfico de seres humanos é tão comum, que é considerada a terceira actividade criminosa mais rentável do mundo, depois das drogas ilícitas e tráfico de armas.
Uma realidade que não se pode esconder e que de forma indelével mancha o percurso da humanidade... 

0 comentários: